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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Publicidade enganosa - Sacos de plástico


"Os sacos reutilizáveis são a opção mais ecológica para transportar as compras. Se recorrer aos de plástico, use-os o maior número de vezes possível. Uma vez estragados, todos podem ser reciclados.

Várias cadeias de supermercados anunciam sacos 100% degradáveis e amigos do ambiente. Nalguns casos, afirmam ser reutilizáveis e recicláveis, mas aconselham a colocá-los no lixo indiferenciado quando ficam quebradiços. Esta mensagem é contraditória e confusa para o consumidor: reciclagem e lixo são destinos totalmente opostos.
Independentemente do saco, o mais importante é reutilizá-lo o maior número de vezes possível. Como nem todos os resíduos produzidos em casa são recicláveis, vai precisar de sacos para o lixo indiferenciado. Se não compra sacos para esse fim, aproveite os do supermercado.
No entanto, alguns sacos em fim de vida, devem ser depositados no ecoponto amarelo em vez do lixo.


Os sacos tradicionais, em polietileno, são resistentes e reutilizáveis. Quando estiverem danificados, coloque-os no ecoponto amarelo.

Ponto de partida para novos produtos
Produzidos a partir de um composto do petróleo, o polietileno, os sacos de plástico são 70% mais leves do que há 20 anos, o que diminui o seu impacto ambiental unitário. Mas com o aumento da produção, o ganho ambiental está longe de ser tão positivo como apregoa a indústria. 
Em fim de vida, não devem ser encarados como resíduos sem valor mas um ponto de partida para fabricar novos produtos. Quando não é possível reciclar, devem ser valorizados através da incineração com recuperação de energia e, só em último caso, enviados para aterro.



Alegam ser degradáveis. Só devem ir para o lixo indiferenciado quando ficam quebradiços.

Dois destinos para os sacos degradáveis 

Devido ao abandono dos plásticos na natureza, foram criados dois tipos de sacos degradáveis: os biodegradáveis e oxodegradáveis. Mas não há consenso sobre as vantagens ambientais e a designação degradável pode enganar os consumidores. Muitos acreditam que desaparecem rapidamente na natureza sem intervenção humana e podem ainda menosprezar a importância da reutilização, para reduzir os resíduos produzidos.

Distribuídos em muitos hipermercados e muitas vezes reconhecidos pela indicação d2w, os oxodegradáveis são plásticos tradicionais aos quais é adicionado um ingrediente que facilita a quebra dos monómeros de plástico e acelera a degradação. Mas não se degradam na totalidade e o seu processo de reciclagem é mais complexo: têm de ser recolhidos e tratados até 18 meses após o fabrico. Como não há um circuito próprio para recolha, na reciclagem, é preciso adicionar um agente estabilizador para neutralizar o ingrediente que facilita a degradação. Quanto à deposição em aterro, o plástico só se degrada rapidamente na presença de oxigénio, o que não acontece na maioria das vezes.
Os sacos degradáveis não são ambientalmente mais vantajosos do que os tradicionais (apenas de polietileno), sobretudo porque os últimos são recicláveis e, se tal não for possível, incinerados com recuperação de energia. Assim, num país com capacidade para reciclar filme plástico de polietileno, não faz sentido que muitos supermercados optem por sacos degradáveis e apregoem ser amigos do ambiente.


Alguns incluem a menção degradável. Outros ostentam o símbolo d2w na dobra lateral, por exemplo.

Usar e reutilizar nas compras

De carro ou a pé, os sacos de compras com rodas permitem acondicionar e transportar os produtos sem esforço, sem precisar de sacos de plástico. Por serem resistentes, pode ainda reutilizá-los vezes sem conta.

Para volumes mais pequenos, os sacos reutilizáveis são a melhor opção, sobretudo se forem resistentes, como os de polipropileno, tecido ou juta.
Os sacos de plástico vulgares (de polietileno) também podem ser reutilizados. Volte a usá-los quando for às compras ou para depositar o lixo indiferenciado. Se estiverem danificados, coloque-os no ecoponto amarelo."

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"Saco reutilizável para usar e abusar"

Sabia que os sacos de plástico levam até 500 anos para decompor? 
"A maioria dos materiais plásticos não se degrada facilmente, sendo esta uma das principais razões pelas quais se trata de um excelente material para fabricar embalagens que podem conter produtos tão essenciais à vida como o pão e a água.
Quando são deixados na rua, podem entupir as saídas de água da chuva e provocar enchentes nas áreas urbanas, ou serem ingeridos por animais – em terra ou no mar – provocando-lhes a asfixia e a morte. As estimativas são de que, todos os anos, a ingestão de plásticos causa a morte de cerca de um milhão de aves marinhas, cem mil mamíferos e inumeráveis peixes.
Em Portugal, uma das acções previstas no Plano de Prevenção de Resíduos Urbanos (PPRU) para atenuar o impacte dos sacos de plástico, é a substituição de sacos plásticos de utilização única por alternativas reutilizáveis, uma medida à qual é reconhecido um potencial de redução de resíduos sólidos urbanos (RSU) de 1,57 kg/habitante por ano. Neste contexto, alguns supermercados, atentos às tendências comportamentais dos consumidores, já oferecem ou vendem sacos de pano reutilizáveis, estimulando o consumo consciente.
AMES também se juntou à luta pela redução da utilização de sacos de plásticos,disponibilizando sacos de pano reutilizáveis aos munícipes através do EcoConselho nos GAM's de Sintra, Cacém, Queluz e Mem-Martins. Ao andar sempre um consigo, poderá deixar de fazer inúmeras utilizações dispensáveis de plástico, por exemplo, na padaria, na mercearia, no supermercado, na farmácia, nas lojas de roupa, etc..
Outros exemplos:
  • 2006 foi o último ano em que o Pingo Doce distribuiu sacos gratuitamente. Com esta iniciativa, a empresa já conseguiu uma redução de mais de 60 por cento no consumo de sacos de plástico, o que se traduziu numa diminuição de mais de 400 toneladas de resíduos plásticos depositadas em aterro, menos 950 toneladas de dióxido de carbono emitidas para a atmosfera, e menos 750 toneladas de petróleo e gás natural gastas;
  • No Reino Unido, e segundo dados do Governo, os supermercados conseguiram reduzir em 2008 o número de sacos de plástico de 870 milhões para 452 milhões mensais - uma redução de 48% que ficou ligeiramente aquém do objectivo estabelecido de 50%;
  • A Caixa Galicia substituiu todos os seus sacos de plástico por sacos de papel ecológico provenientes de florestas sustentáveis."
Se vive no concelho de Sintra, vá já buscar o seu!
Fonte: AMES