Mostrar mensagens com a etiqueta CO2. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CO2. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"Saco reutilizável para usar e abusar"

Sabia que os sacos de plástico levam até 500 anos para decompor? 
"A maioria dos materiais plásticos não se degrada facilmente, sendo esta uma das principais razões pelas quais se trata de um excelente material para fabricar embalagens que podem conter produtos tão essenciais à vida como o pão e a água.
Quando são deixados na rua, podem entupir as saídas de água da chuva e provocar enchentes nas áreas urbanas, ou serem ingeridos por animais – em terra ou no mar – provocando-lhes a asfixia e a morte. As estimativas são de que, todos os anos, a ingestão de plásticos causa a morte de cerca de um milhão de aves marinhas, cem mil mamíferos e inumeráveis peixes.
Em Portugal, uma das acções previstas no Plano de Prevenção de Resíduos Urbanos (PPRU) para atenuar o impacte dos sacos de plástico, é a substituição de sacos plásticos de utilização única por alternativas reutilizáveis, uma medida à qual é reconhecido um potencial de redução de resíduos sólidos urbanos (RSU) de 1,57 kg/habitante por ano. Neste contexto, alguns supermercados, atentos às tendências comportamentais dos consumidores, já oferecem ou vendem sacos de pano reutilizáveis, estimulando o consumo consciente.
AMES também se juntou à luta pela redução da utilização de sacos de plásticos,disponibilizando sacos de pano reutilizáveis aos munícipes através do EcoConselho nos GAM's de Sintra, Cacém, Queluz e Mem-Martins. Ao andar sempre um consigo, poderá deixar de fazer inúmeras utilizações dispensáveis de plástico, por exemplo, na padaria, na mercearia, no supermercado, na farmácia, nas lojas de roupa, etc..
Outros exemplos:
  • 2006 foi o último ano em que o Pingo Doce distribuiu sacos gratuitamente. Com esta iniciativa, a empresa já conseguiu uma redução de mais de 60 por cento no consumo de sacos de plástico, o que se traduziu numa diminuição de mais de 400 toneladas de resíduos plásticos depositadas em aterro, menos 950 toneladas de dióxido de carbono emitidas para a atmosfera, e menos 750 toneladas de petróleo e gás natural gastas;
  • No Reino Unido, e segundo dados do Governo, os supermercados conseguiram reduzir em 2008 o número de sacos de plástico de 870 milhões para 452 milhões mensais - uma redução de 48% que ficou ligeiramente aquém do objectivo estabelecido de 50%;
  • A Caixa Galicia substituiu todos os seus sacos de plástico por sacos de papel ecológico provenientes de florestas sustentáveis."
Se vive no concelho de Sintra, vá já buscar o seu!
Fonte: AMES

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Europa: Emissões de CO2 da aviação sujeitas a imposto

Após uma queixa de companhias aéreas da América do Norte, o Tribunal Europeu de Justiça validou a taxa de emissões de CO2 a aplicar à aviação.
A União Europeia vai aplicar uma taxa sobre as emissões de carbono a todas as companhias áreas cujos voos partam ou tenham como destino a Europa. Esta medida será aplicada a partir do dia 1 de janeiro de 2012.
Esta taxa pretende que as companhias áreas também contribuam para a luta contra as alterações climáticas, o que já acontece com as indústrias.
Em última instância quem irá pagar serão os consumidores. A comissária europeia para o Ambiente, Connie Hedegaard, aconselha as companhias aéreas a aumentar o preço das viagens.
Esta decisão é do Tribunal Europeu de Justiça que responde a uma queixa apresentada pelas companhias norte-americanas que acusam a União Europeia de estar a infringir acordos internacionais.
A secretária de estado norte-americana, Hilary Clinton, enviou para Bruxelas uma carta onde insiste que as autoridades europeias devem renunciar à taxa ou a adiar a sua aplicação, sob pena de terem “medidas apropriadas”.
Ao contrário de outros setores que ao longo dos últimos anos têm vindo a poluir menos, as emissões de CO2 da aviação duplicaram desde 1990 e poderão triplicar em 2020.
(Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

CO2 dos fogos equivale a 29 milhões de carros a fazer viagem Lisboa-Porto

CO2 dos fogos equivale a 29 milhões de carros a fazer viagem Lisboa-Porto

Abaixo, é transcrita eu notícia do jornal Diário de Notícias, do dia 29 de Agosto de 2010, que nos dá conta de uma realidade catastrófica:
"Carbono Quercus alerta para a necessidade de melhorar a prevenção dos incêndios e pede maiores cuidados na selecção das árvores a utilizar na regeneração das florestas queimadas, de modo a minimizar efeitos provocados pelos fogos. Divergência de critérios também dificulta cálculo das emissões.
Os mais de 71 mil hectares de área florestal ardidos desde o início do ano levaram à emissão de cerca de 1,1 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente - uma medida que expressa a quantidade de gases de efeito estufa em termos equivalentes da quantidade de dióxido de carbono. Emissões que, segundo dados divulgados pela Quercus, correspondem a cerca de 29 milhões de veículos a fazer o percurso entre Lisboa e Porto por auto-estrada.
Segundo a associação, um dos problemas no cálculo das emissões prende-se com o tipo de área contabilizada. É que, diz Francisco Ferreira, "a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) considera apenas povoamentos florestais, ficando de fora as áreas de mato, que por vezes têm já um estado de desenvolvimento grande e uma capacidade de sumidouro importante".
Segundo estudos do professor José Cardoso Pereira, da Universidade Técnica de Lisboa, onde a Quercus se baseia, é estimada "uma média de biomassa presente nas áreas ardidas dos últimos anos (nove toneladas por hectare), que quando ardida emite 16 toneladas de CO2 equivalente por hectare". Assim, Francisco Ferreira frisa que "calculando apenas com base na floresta ardida até 15 de Agosto de 2010, e recorrendo aos factores de emissão da APA, as emissões de gases com efeito de estufa associadas aos incêndios florestais foram de 520 mil toneladas de CO2 equivalente".
Considerando o total de área ardida, que a 15 de Agosto correspondia a 71 687 hectares, e tendo por base os valores médios dos estudos do professor Cardoso Pereira, "o valor deverá ter atingido 1,1 milhões de toneladas de CO2".
Francisco Ferreira frisa que estes valores estarão "um pouco sobrestimados, dado que este ano a proporção de matos ardidos em relação a povoamentos foi maior do que em anos anteriores". Já "as 520 mil toneladas da APA estão abaixo do valor real".
Comparando com outros anos, mais concretamente com os de 2003 e 2005, em que a área ardida esteve bem acima da média da última década (102 mil hectares entre 2000 e 2009), a Quercus recorda que em 2003, ano com 425 mil hectares ardidos, "foi reportado à Convenção sobre Alterações Climáticas 10 milhões de toneladas de CO2 equivalente referente aos fogos em 286 mil hectares, afectando povoamentos florestais". Já em 2005, quando arderam 339 mil hectares, dos quais 213,5 mil em povoamentos, "as emissões reportadas foram de cinco milhões de CO2 equivalente".
A Quercus recorda que Portugal fez uma aposta clara em usar este sector para o cumprimento do Protocolo de Quioto, pelo que "no médio/longo prazo é necessário um melhor conhecimento científico das emissões associadas, maior capacidade de recolha exaustiva de dados e uma aposta numa melhor gestão florestal".
Segundo Francisco Ferreira, no período entre 2008 e 2012, "Portugal não pode exceder as 381,9 milhões toneladas de CO2 equivalentes", ou seja, uma média anual de 76,3 milhões. Em 2008, "Portugal reportou cerca de 75 milhões de toneladas de emissões de gases com efeito de estufa originados em todos os sectores".
Portugal, através de um conjunto de receitas de orçamento de Estado, criou um Fundo de Carbono, que "tem sido usado para comprar direitos de emissão através do mecanismo de desenvolvimento limpo ou compra a outro países através do comércio de emissões", diz Francisco Ferreira."